Quinta-feira, Julho 02, 2009
Oi, pessoaaaaaaaas!
To em Qebec, a França canadense :D aqui é tudo mto lindo, mas eu to sem tempo pra maiores comentários, pq são 00:15 e eu ainda não jantei.
eu sei. estou morrendo.
Mas como ontem, 1 de Julho foi nada menos que o Dia do Canadá, quando ele comemora seus cento-e-alguns-anos, eu resolvi fazer uma gravação do que eu vi na minha visita a Ottawa essa manhã.
É uma parada onde alguns estudantes universitários se vestem como os policiais ingleses, e fazem um desfile pra lá de bonito. Foi curtinho, mas eu gravei pra vcs verem como se comemora - e com quanta gente - um típico Dia da Independência no Canadá :)
e agora, vou postar um pedaço do conto :D
Primeiro Amor a Mil Por Hora - Parte 9
"Quando os primeiros toques começaram a soar, eu quis desistir. Mesmo assim, disse a mim mesma que eu ia ser forte e esperar até cair na caixa postal. Porque era óbvio que ia cair na caixa postal. Ou então alguém ia atender e me dizer que eu estava enganada, que não havia mais ninguém naquela casa com o nome de Iago.
Mas, no momento em que o toque deu lugar a uma voz, eu me arrependi de ter esperado e dado chance à sorte.
- Alô?
Era um homem. A voz era forte, do tipo que deixa uma pessoa arrepiada só de escutar. E ele parecia impaciente.
Minha reação inicial foi tirar o telefone da orelha e olhar pra ele, ameaçando desligar. Mas até pra isso me faltou coragem. Quando pus o telefone de volta na orelha, o cara estava dizendo:
- Alô? Tem alguém aí?
Respirei fundo. Era engano, era engano, tinha que ser um engano.
- Eu gostaria de falar com o Iago. – pedi, educadamente. Houve uma pausa do outro lado da linha, como se alguém estivesse pronto pra responder, mas resolveu pensar melhor.
Ou como alguém que fica surpreso demais pra formular uma resposta.
Um minuto inteiro se passou, e eu preferi chegar à conclusão de que tinha caído a linha, ou que o cara estava procurando o Iago pra mim. Por fim, gaguejei um pouco pra dizer:
- Eu acho que eu disquei errado, me descul...
- Não, não. – ele se apressou a dizer, então. Sua voz estava muito mais suave agora, embora ainda intensa – Eu sou o Iago. Quem está falando?
Oh, meu bom Jesus!
A voz me faltou, e quando eu respondi, o fiz num sussurro:
- Sara. É a Sara.
Outra pausa. Dessa vez, eu tinha certeza de que ele estava surpreso.
- Bom, isso sim é uma surpresa! – ele exclamou, e deu um riso. O som da sua risada era exatamente como eu me lembrava – Caramba, Sara, quanto tempo!
- Eu sei. – tentei rir, mas não conseguia. Eu estava pasma demais. Eu estava falando com o Iago, de novo! Meu coração parecia bater na garganta.
- Como você está? – ele quis saber, parecendo animado. Eu não sabia se eu estava.
- Ótima! – menti – E você?
- Bem, bem. Ah, espera... amanhã não é o seu aniversário?
- Hm, é sim. – e na minha cabeça eu gritava “como ele se lembra?”
- Dezesseis anos, hein? E pensar que eu não falo com você desde que a gente tinha, sei lá, doze?
- É...
Eu não conseguia dizer mais nada. De repente, eu me sentia como se eu tivesse doze anos de novo. Tímida e retraída.
Exceto que eu nunca tinha sido assim com ele.
- Sabe o que eu acho? – ele disse de repente – A gente tem que se encontrar! Conversar de verdade. O que você acha?
- Eu acho... ahn... – meu Deus, o que eu digo?
- Tudo bem se não der. Eu sei que é quinta-feira, e tal, mas se você quiser sair e comer alguma coisa...
- Não, não, ta tudo certo. Só me diga hora e lugar.
Não sei da onde eu tirei coragem, mas, quando ele marcou um lugar pra nos encontrarmos, eu já estava decidida a ir. Eu estava trêmula, minhas pernas pareciam gelatina e meu coração estava a mil por hora.
E eu ia me encontrar com Iago, meu melhor amigo que eu não via a quase quatro anos, dentro de algumas horas."
vou responder aos comentários, volto quando der
com amor,
Palavras de £ädÿ às 1:19 AM
Domingo, Junho 28, 2009
OIIII, genteeeeeeee :D:D:D
To aqui, postando direto das minhas Canadian Adventures!!
The trip so far!
Ah, tem sido legal. Quero dizer, tem aquele detalhe de ter que dar uma de babá pra mamys e pra titia, pq, bem, elas não falam uma palavra de inglês.
Isso sem contar o clima, Estava chovendo quando chegamos em vancouver, e choveu até nós irmos embora. Aqui em Nanaimo, não choveu, mas o vento gelado não colaborou muito com elas.
Mas deu pra aproveitar até agora. Nós visitamos Chinatown em Vancouver, o Metrotown Mall lá tb, que é uma coisa ENORME [quem é de SP, pensem no Shop. Ibirapuera multiplicado por 2!!], e a Robson Street.
Aqui em Nanaimo, andamos pelo centro, fomos pro Woodgrove Mall, e tivemos um super jantar aqui em casa! A cena da minha mãe, minha tia, a Irma, a mãe da Irma e eu jogando dominó foi uma coisa HILÁRIA!
[b]Curiosidade:[/b] aqui no canadá, o dominó é um pouco diferente. A gente tem o jogo básico de peças que vão até o número seis, mas eles tem peças até o número [b]doze[/b]!! E vem com tipo uma peça onde vc coloca a pecinha no meio pra começar, e tem as saídas pras trilhas. Eles jogam de um jeito diferente e simples, mas que eu não consigo explicar. É bem legal.
E amanhã, estarei definitivamente deixando minha cidade pra ir rumo à Toronto :D
Vou tentar postar o mais breve possível.
Porque essa é oficialmente a minha última semana no canadá.
Agora, vou postar o conto, pq depois desse eu aparentemente já tenho mais um pra postar pra vcs :)
Primeiro Amor a Mil Por Hora - Parte 8
"2006
Quase quatro anos depois, faltava apenas um dia pro meu aniversário.
E eu estava numa pré-comemoração atrás da quadra.
Eu e João Pedro, do último ano, estávamos nos beijando há quase dez minutos. Já devia ser a terceira vez que isso estava rolando. E estaria tudo bem, porque ele é lindo, alto, atlético e dono de grandes olhos verdes, não fosse pelo pequeno detalhe de que eu tenho um namorado.
Há quase um ano.
E embora não houvesse a menor chance do meu namorado descobrir coisa alguma, já que ele morava em Campinas e eu em São Paulo, eu sei que isso não é a coisa mais correta a se fazer.
Ainda mais quando não é a primeira vez. Longe disso.
Isso pode levar muita gente a se perguntar por que eu estava namorando, então. Nem eu mesma sabia. Não que eu não gostasse do Flávio, meu namorado. Ele era incrível.
Mas talvez a razão pela qual eu o traísse tanto era porque eu sabia que ele estava fazendo o mesmo.
E porque, no fundo, eu não gostava dele tanto assim.
E como sempre, depois que desse a minha hora, eu ia simplesmente soltar o João Pedro, dizer um “tchau” meio rouco e ir embora pra casa, pegar o telefone e ligar pro Flávio como se nada tivesse acontecido.
Eu era tão cretina, tão imatura.
Naquela tarde em especial, eu fui pra casa mais cedo, porque ainda tinha que acertar uns detalhes da minha festa da noite seguinte. Seria uma sexta-feira, meu aniversário de dezesseis anos, e tinha que ser incrível.
Peguei o telefone, liguei pra quem eu tinha que ligar, então decidi ligar pro Flávio. Mas, por alguma razão, eu esqueci o número. Corri os olhos pelo quarto, procurando meu celular, mas não encontrei. Então resolvi apelar pra agenda escrita.
Mas quando comecei a procurar, foi outro número que saltou, sem querer, na minha frente.
“Iago – casa nova”, dizia minha letra de doze anos de idade. Minha garganta se fechou e eu passei a página rapidamente. Eu nem me lembrava de quando tinha pegado aquele número, mas era fato que eu nunca tinha usado. Como ele nunca havia me ligado, eu não tinha tido coragem suficiente pra ligar pra ele também.
Dei uma risada de mim mesma, me sentindo patética. Quantos anos haviam se passado? Quatro? Ele com certeza nem se lembrava mais de mim, do mesmo jeito como meus pensamentos sobre ele haviam ficado cada vez mais escassos, até quase desaparecerem. Era besteira me incomodar com isso agora.
Então por que eu estava sentada na minha cama, com a agenda de novo no nome dele e o telefone tremendo na minha mão?
Não agüentei. Eu não tinha idéia do que eu estava fazendo, mas de repente eu estava discando e colocando o telefone na orelha."
Posto mais assim que der :D
vou tentar responder todos os coments agora
amo vcs <3
Palavras de £ädÿ às 12:24 AM
Terça-feira, Junho 23, 2009
Oláá, gentem :D
Bom, hoje é meu último post como estudante internacional no Canadá, mas entre arrumar malas e esvaziar o quarto, eu não vou encher vcs com coisas que vcs já sabem.
É triste. É um saco. Mas faz parte. E o importante é que valeu a pena!!
E amanhã começa minha viagem que logologo me leva de volta ao lugar onde eu petenço!
Enquanto isso...
Selinhoo :D
Regras:
1. Linkar quem indicou: http://thesmallisland.blogspot.com/ e http://abolha0.blogspot.com/
2. Postar o selo
3. Avisar 5 amigas e passar o selo
4. Responder essas perguntinhas:
Mania: Lavar as mãos compulsivamente Oo
Pecado Capital: Gula
Melhor cheiro do mundo: Perfume do meu namorado
Se dinheiro não fosse problema eu faria: Outros intercâmbios e montaria uma biblioteca
Casos de infância: Brincar de carrinho com os meus primos. E todas as minhas aventuras de sonambulismo!
Habilidade como dona de casa: Fazer bolo e limpar a casa
O que não gosta de fazer em casa: Lavar banheiros e limpar sujeira de cachorros
Frase: "Nunca deixe o medo de errar impedir que você continue jogando."
Passeio para o corpo: Ir até a minha cama dormir :P
Passeio para a alma: Andar na praia.
O que me irrita: Ficar esperando
Frase ou palavra que fala muito: Ta zuando!
Palavrão mais usado: Cacete!
Desce do salto e sobe o morro quando: Tenho problemas que só se resolvem no grito
Elogio favorito: Você tem muito talento
Talento oculto: Cantar
Não importa que seja moda, não usaria nem no meu enterro: Qualquer coisa xadrez, ou de listras, ou de estampas de animais, ou de bolinhas =O
Queria ter nascido sabendo: tocar algum instrumento.
E, bom, já que eu tenho que escolher 5, ai vai:
Dessinha - http://meumundopop.blogspot.com
Juh - http://caprichosa.make-up.zip.net
Nath - http://pink-mind.com
Poli - http://browneyedgirlacrossthestreet.blogspot.com
Iara - http://bunny-hug.com/iara
:)
E agora que acabou o assunto, vou postar mais um pedaço do conto!!
Primeiro Amor a Mil Por Hora - Parte 7
"Dois dias.
Foi só a isso que eu tive direito. Dois dias de tranqüilidade e de tudo normal – ou quase – na minha vidinha pacata de doze anos de idade.
Até aquela manhã, exatamente dois dias depois do meu primeiro beijo, um dia depois de eu ter aberto a minha boca incontrolavelmente grande, em que o Iago parecia chateado de manhã.
Eu me sentei ao lado dele, como sempre, antes de aula, e perguntei o que tinha acontecido pra ele estar com aquela cara de cachorro abandonado.
Ele olhou pra mim com os mesmos olhos estreitos e desconfiados de quando eu tinha sugerido que ele me beijasse. Mas, desta vez, ele se levantou e foi embora.
E aquilo me deixou boquiaberta. Só então eu reparei que todo mundo estava olhando pra gente. E, por todo mundo, não são apenas as pessoas da minha sala de vinte alunos, mas cada aluno dentro do colégio.
Não era possível!
Corri atrás dele. O alcancei quando ele estava a meio caminho da sala de aula, o corredor longo completamente vazio, uma vez que todo mundo estava no pátio. Pus a mão no ombro dele, e ele tirou. De um jeito delicado e calmo, mas ainda assim. Ele tinha me afastado.
- Iago... – pedi, e ele balançou a cabeça. Parecia mais chateado do que eu jamais o tinha visto.
- Por que você contou pra todo mundo, Sara? – ele perguntou, e eu comecei a negar freneticamente – Todo mundo está sabendo!
- Eu só contei pra Patrícia! – exclamei, em tom de súplica – Só ela sabia, eu juro que não contei pra mais ninguém!
- Você disse que não ia contar pra ninguém, Sara! – e enfatizou o “ninguém”, fazendo meu coração doer – Por que você contou? Era a nossa coisa! Minha e sua! Não tinha que ser de mais ninguém!
- Iago...!
- Eu posso ser a única pessoa em quem você confia, mas eu não sei se eu ainda confio em você, Sara.
Então ele me deu as costas e continuou andando.
E o meu pequeno coraçãozinho, pela primeira vez, desmoronou.
O Iago não falou mais comigo.
Em janeiro do ano seguinte, ele mudou-se pra outro bairro, na zona Oeste de São Paulo, e mudou de escola. Nossas mães ainda se falavam, e era o único modo de eu saber que ele estava bem. Mesmo assim, ele nunca sequer me ligou.
Com o tempo, eu me acostumei.
Mas não houve uma noite antes de dormir que eu não passei pensando no nosso beijo."
É isso, chicas.
Vou tentar passar e atualizar o blog durante a viagem, mas talvez não tenha tempo de responder os comentários
Então fiquem ligados! A qualquer hora eu posso passar deixando um trexo da minha Canadian Adventure pra vcs!
com mto amor,
Palavras de £ädÿ às 1:53 PM
Sábado, Junho 20, 2009
Olááá, amores :]
Cheguei! E já estou oficialmente com as malas [quase] arrumadas.
Mas não quero falar sobre isso agora. Vou choramingar na terça-feira quando eu fizer o meu último post oficial como intercambista.
Por enquanto...
Orgulhosamente Blogueiro
Eu estava lendo num blog outro dia [malz, não me lembro qual foi!] sobre blogs, e o quanto a gente se apaixona por eles.
Eu sou uma blogueira por opção e talento - talento de ter paciência, de ter assunto, de ter gosto pela coisa. Já tive mil blogs diferentes e teria outros mil se algum dia eu decidisse fechar o WTH.
Simplesmente pq eu amo blogar.
O mais legal de ter um blog não é só ter um espaço pra escrever. O mais legal é quando vc sabe que as pessoas estão lendo - quando alguém entra, e deixa um comentário realmente legal sobre o que leu, quando acrescenta alguma coisa.
Uma coisa muito interessante que eu vi nesses meus meses/anos com o[s] meu[s] blog[s] é que vc acaba conhecendo e se apegando às pessoas e aos seus blogs. Nunca os meus visitantes de cada blog eram os mesmos, e cada vez que eu visitava um blog novo eu conhecia mais pessoas, ia criando uma certa conexão.
Atualmente, a minha lista de visitas é grandinha o suficiente, e eu posso dizer que no mínimo eu reconheço certos traços de cada um. O blog da Nanda - bom, velho e abandonado Beat of My Heart - foi um dos primeiros que eu visitei, e eu me divertia PAKAS com os posts dela, pq eram sempre engraçados e espontâneos.
O blog da Talita, também querido One Line From The Heart, foi o que me levou ao conhecimento de uma certa banda McFly, e que me levou ao paraíso dos mini-posts: ela tem a capacidade de dizer muito em poucas linhas. Eu me acostumei tanto a isso que o dia que ela escrever um post do tamanho do meu eu vou achar que ela ficou maluca.
Agora o do Rod, Too Close For Comfort, tem sempre aqueles posts enormes com resumos dos dias comuns de um cara legal, além de tudo o que ele assiste, tudo o que ele leu, tudo o que ele viu - sinal de uma pessoa atenta, e eclética. Adoro quando ele comenta das séries que eu assito só pra poder berrar sobre elas nos comentários.
O da Dessa, depende muito. Tem vezes que é grande, tem vezes que é pequeno, tem merschan dos meus livros, fotos de passeios, fofocas sobre o clube do livro e opiniões sobre o que ela assiste, lê ou apenas quer comentar. Assim como o da Lari, que posta no Read My Mind sobre tantos livros que só faz a minha lista aumentar!
Eu poderia ficar falando aqui pra sempre. Cada blog, cada blogueiro, cada estilo, é tudo muito único. Coisas que a gente acostuma, coisas que a gente gosta de ler.
E eu espero continuar nesse mundo por mais um booom tempo.
Muito bem acompanhada, é claro!
Post dedicado a todos os meus amigos blogueiros que passam por aqui :D valeu!!
Agora, pra todos vcs...
Primeiro Amor a Mil por Hora - Parte 6
"Quando estávamos subindo para as nossas respectivas casas no final daquela tarde, era como se nada tivesse acontecido.
Pelo menos no nosso comportamento. Nós agíamos normalmente um com o outro.
Mas por dentro, eu estava elétrica. Acesa. Confusa.
Entramos no elevador em silêncio. Eu morava no quinto andar, e ele no nono. Quando o painel já indicava o quarto piso, o Iago fez um muxoxo e eu olhei pra ele.
- Isso vai ficar entre a gente, né? – perguntou – Vai ser a nossa coisa?
- Vai. – afirmei, com um sorrisinho tímido que eu nunca tinha sentido brotar no meu rosto antes – Vai ser a nossa coisa.
O elevador parou e abriu as portas. Eu acenei e voltei pro meu apartamento.
Dormir naquela noite, contudo, estava fora de cogitação.
Porque cada vez que eu fechava os olhos, era dele que eu me lembrava. Não do Iago, melhor amigo desde criança, que gostava de brincar comigo e pegar as minhas coisas pra me fazer correr nele até nós dois rolarmos no chão e darmos risada. E sim no Iago de olhos tão próximos, sempre atentos aos meus, de lábios macios e cujo cheiro da pele eu ainda podia sentir na minha própria.
Era assim que todo mundo se sentia depois de beijar alguém? Eu ia me sentir daquele jeito toda vez que eu beijasse algum garoto? Aquela sensação de que eu ainda estava sendo beijada, sentindo a boca dele na minha mesmo estando deitada e tentando dormir, obviamente sozinha, iria sempre voltar?
Rolei na cama pra conseguir dormir. Tive uma das piores e também melhores noites da minha vida.
Na manhã seguinte, as coisas estavam tão normais entre nós dois quanto poderiam estar.
Exceto pelo pequeno detalhe de que ele me olhava diferente. Pelo canto do olho. E pelo fato de que eu, na minha cabeça, só pensava naquele beijo. Naquele simples, inocente e primeiro beijo com o meu melhor amigo.
Respirei fundo, mas não conseguia me concentrar em nada. Sorte minha que o Iago não sentava exatamente perto de mim em sala de aula. Já era difícil o suficiente sem que ele estivesse perto o bastante pra me fazer querer que ele se aproximasse mais.
Então, num intervalo mínimo entre as aulas, fui surpreendida pelos olhos curiosos de Patrícia me encarando, como se pudesse totalmente enxergar meus pensamentos. Tentei disfarçar:
- O que você está olhando?
- Não sei. – ela torceu o nariz – Você ta com cara de quem viu passarinho verde. O que aconteceu?
Eu estava com aquela cara? Eu nem tinha percebido!
Hesitei. Minha língua estava coçando pra falar. Eu só queria poder gritar pro mundo inteiro o que tinha acontecido, uma vontade que eu não podia segurar.
Isso também acontecia sempre que se beija alguém?
- Promete que não vai contar pra ninguém? – eu perguntei, e ela concordou, com entusiasmo.
- Claro, claro!
Me lembrei de uma coisa que a minha mãe sempre dizia, alguma coisa tipo “olhos gulosos”. Parecia a expressão perfeita pra definir a cara da Patrícia naquela hora, embora eu não soubesse bem por que. Olhei pros lados pra ver se ninguém estava por perto ou prestando atenção, mas por segurança, me inclinei para o ouvido dela e sussurrei as quatro palavrinhas que eu estava morrendo pra dizer:
- Eu beijei o Iago.
Ela me olhou com aquela cara de quem queria gritar e levou as duas mãos à boca. Eu pedi silêncio, e ela concordou.
Pobre de mim."
vou deixar vcs na curiosidade por enquanto.
volto em breve.
don't forget about me ;)
Palavras de £ädÿ às 12:44 AM
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Olááá, xuxus
Aqui estou eu, entrando naquela que é praticamente minha última semana de vida dentro dessa casa. É uma tristeza, eu sei, mas aos poucos se acostuma com a idéia.
E se segue em frente :)
Mas enquanto não acaba, minhas indas e vindas canadenses me levaram a mais um destino: Victoria
Viagem em Família!
Ontem, eu, a Imra [mãe], a Alice [host sister] e a Daniela [irmã da Alice] entramos no carro logo cedo com destino a Victoria, uma cidade a mais ou menos uma hora e meia de Nanaimo, e consideravelmente maior. Pra compensar os 80 mil habitantes da minha pequena ilha, Victoria tem uma população de mais de 300 mil.
Mas a primeira parada foi logo na metade do caminho, numa cidade ainda menor do que Nanaimo. A pequena Chimainus tem nada mais que 5 mil habitantes numa atmosfera pacata de cidade que só é movimentada em época boa pra turismo.
Por isso, quando a gente chegou lá, não tinha, bom, praticamente nada aberto. E mesmo depois de abrirem as lojas, não tinha muito pra se fazer. Circulamos, entramos numas lojas, eu tirei uma foto com um urso de mentira, e então fomos embora.
Mais estrada e algum tempo depois, já estávamos entrando em Victoria. A mudança é óbvia, a começar pela grande quantidade de prédios, carros, caos e gente gritando uma pra outra no trânsito. Ahh, a cidade grande. Que falta que me fazia =P
Estacionamos e, depois de deixar as malas da Alice e da Daniela no hotel onde elas estão [elas ainda estão em Victoria, só eu e a Irma voltamos], começamos a circular a cidade. A área próxima do centro, onde nós estávamos, é Chinatown, por isso, coisas em chinês e gente de olhos puxados é algo que não falta.
Uns bons metros adiante, encontramos uma feira. Não, nada de peixe a dois reais o quilo, nada de gente gritando pra vender verduras. É uma feira de bugigangas, bijuterias e roupas, tipo aquelas que costuma ter em cidade de praia. E estava cheia. Nem nos arriscamos a entrar.
Ao invés disso, continuamos o nosso caminho, dessa vez procurando um bom lugar pra almoçar. Acabamos num lugar chamado The Old Spaghetti Factory, onde todo mundo se empanturrou de macarrão e partiu pra próxima.
Nas nossas andanças, eu vi de tudo. Prédios novos e construções antigas, turistas e nativos, ônibus comuns e ônibus de dois andares, carros antigos e carros conversíveis, lojas caras e milhões de lojas de souvenires. Comprei até um blusão do Canadá [o que é bom, pq em alguns dias eu vou voltar direto pro inverno paulistano!]
Por fim, terminamos no grande Museu de Victoria, onde decidimos assistir uma sessão de documentário sobre a África em IMAX. Pra quem não sabe, Imax é nada mais que um cinema gigante, onde a tela tem 10 vezes o tamanho convensional e o som é forte o bastante pra te carregar pra dentro do filme. E foi incrível!
E depois disso, eu e a Irma voltamos pra casa. E agora eu estou aqui, cansada, e contando tudo pra vcs =]
As fotos estão disponíveis no meu orkut [link logo ali do lado, podem me add!].
E agora, aquilo que todo mundo está lendo, comentando e, eu espero, adorando. :D
Que aliás, eu errei. A parte do post passado era a parte 4, e não a 3. Anyways, ai vai :D
Primeiro Amor a Mil por Hora - Parte 5
"- Por que a gente não se beija? – eu perguntei.
E a reação inicial dele foi óbvia. Ele me olhou com uma cara que mais parecia assustada, e então diminuiu para mera surpresa. Quando ele percebeu que eu estava falando sério, tudo o que ele fez foi franzir a testa e me olhar de lado.
Os olhos dele brilhavam de um jeito meigo quando ele estava desconfiado. Eu não entendia por que eu estava reparando nisso, mas eu estava. E eu estava tão perto...
- Você quer saber como é. – expliquei – Eu quero saber como é.
- Não é motivo suficiente. – tinha um pedaço de sorriso se formando no canto da sua boca. Pude sentir meu lábio tremer pra rir também, de vergonha ou de mim mesma e das minhas palavras.
- E você é importante. – continuei – E especial. É o meu melhor amigo. Por que não?
Enfim, Iago pôs tudo de lado e se virou de frente pra mim. Era estranho. Nós já tínhamos ficado próximos antes, mas não daquele jeito. Não com aquele tipo de assunto, muito menos com aquele tipo de...
Tensão no ar.
- Quase me convenceu. – ele disse, e agora definitivamente estava sorrindo, olhos semi-cerrados – Mas ainda preciso saber uma coisa.
- Você é a única pessoa em quem eu confio. – soltei, sem desgrudar meus olhos do dele, adivinhando seus pensamentos – Se tem que ser com alguém que eu confio, tem que ser com você.
Ele sorriu mais. Então ficou sério. Meu coração estava metralhando dentro do peito. Uma sensação que nem mesmo os anos que se passaram conseguiram apagar. Uma sensação única.
Iago chegou mais perto, e eu fiz a mesma coisa. Eu não sabia muito bem o que fazer, e nem ele. A diferença estava no fato de que ele estava realmente se divertindo com isso – só de olhar pra ele, eu percebia que ele estava, de certo modo, maravilhado.
Então nossas bocas se encostaram. Só um pouco – um selinho. Eu não me atrevi a fechar os olhos, e ele também não. Demos um selinho, e então outro. Ele sorriu, ainda tão perto que eu conseguia contar os cílios nos seus olhos.
- Isso não está certo. – ele disse, baixinho, de um jeito que só eu na minha enorme proximidade, poderia ouvir.
- Não é assim que é na televisão. – brinquei. Ele riu.
- Acho que a gente ta muito... reto. – ele entortou a cabeça, só um pouquinho. Eu fiz a mesma coisa.
- E agora? – eu me controlava pra não rir. E pra não simplesmente dar outro selinho nele, vontade que não me faltava.
- Agora a gente tenta de novo.
Ainda nos olhando nos olhos, ele se aproximou de novo. Duas crianças de 12 anos brincando de se beijar. Me deu outro selinho, e abriu a boca um pouco. Só um pouquinho. Eu o imitei.
Era estranho. O jeito como ele encostou na minha boca fez cosquinhas, e ao mesmo tempo me deixou arrepiada. Eu não tinha a menor idéia do que eu estava fazendo quando percebi que eu talvez devesse usar a minha língua pra alguma coisa. Afinal, as pessoas chamavam de “beijo de língua” por alguma razão muito óbvia.
E foi entre erros e acertos e risos e tentativas que eu dei o meu primeiro – ou muitos primeiros – beijo com o meu melhor amigo."
volto em breve, pessoal :D
não deixem de comentar
xoxo*
Palavras de £ädÿ às 4:36 PM
